terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mário "adorado" Quintana


No dia da poesia, meus colegas de trabalho resolveram enviar poemas dos seus autores preferidos pelo nosso "messenger" institucional. Eu escolhi esse de Quintana, porque é assim que me sinto cada vez que publico meus versos de cara torta e pé quebrado:

Se eu fosse um padre

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
... a um belo poema - ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!

Um comentário:

Wanessa Guimarães disse...

Beleza de metalinguagem... a poesia sempre catarse... sempre escada para o céu e para a alma... humana, pedagógica, eterna.