O mistério em seu olhar
é como a noite sem lua
vago por aí, me perco
te vejo, volto a me achar...
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Oração de poeta
A minha alma leve, solfeja
meus dedos ágeis, escrevem
minha boca ansiosa, calada
ouço o que minha mente diz
plena de palavras, in verso
plena de palavras, em verso
plena de palavras, amém!
meus dedos ágeis, escrevem
minha boca ansiosa, calada
ouço o que minha mente diz
plena de palavras, in verso
plena de palavras, em verso
plena de palavras, amém!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Transparência
Traduza o mundo para mim
revele através do olhar
um encanto, ou surpresa
Traduza o mundo para mim
Ilumine esse dia cinzento
com aquele sorriso de sol
Traduza-me para o mundo
Revele-me em seu olhar
abrigue-me neste riso
revele através do olhar
um encanto, ou surpresa
Traduza o mundo para mim
Ilumine esse dia cinzento
com aquele sorriso de sol
Traduza-me para o mundo
Revele-me em seu olhar
abrigue-me neste riso
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Não é um poema
Não é um poema, não sei que nome tem
se verso ou apenas suspiro, lamento
palavras colhidas ao sabor do vento
tentativa fugidia de capturar, enlaçar
isso a que chamam talento, ou até dom
de inventar, a inspiração que não vem.
se verso ou apenas suspiro, lamento
palavras colhidas ao sabor do vento
tentativa fugidia de capturar, enlaçar
isso a que chamam talento, ou até dom
de inventar, a inspiração que não vem.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Ganhei um poema só pra mim...
Ari Donato, um amigo muito, muito, muito querido, um poeta de sensibilidade e talento sem igual e uma das poucas pessoas nesse mundo que admiro com todas as letras fez versos para mim. Me sinto lisonjeada, enternecida e comovida com a beleza das suas palavras. Nem sei se mereço isso tudo, mas agradeço aos céus ter encontrado esse amigo de alma tão doce. Ainda quero ser igual a você quando crescer Ari!
Eis os versos:
Amiga
O tempo, dizem alguns, você faz...
a hora, canta o poeta, você sabe.
Porém, sem mais momento em mim,
e há muito à espera do acontecer,
de que me vale, então, esta paz
de dias mornos e noites insones,
a buscar a memória. É o fim!
ari donato.2008
Muito mais bonito é ler no blog de Ari.
Eis os versos:
Amiga
O tempo, dizem alguns, você faz...
a hora, canta o poeta, você sabe.
Porém, sem mais momento em mim,
e há muito à espera do acontecer,
de que me vale, então, esta paz
de dias mornos e noites insones,
a buscar a memória. É o fim!
ari donato.2008
Muito mais bonito é ler no blog de Ari.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Diálogo
"Amanhã não será tão bom"
diz o grande lobo ferido
"Não importa, será amanhã"
responde a menina fada
"Nem todo dia é igual
alguns são melhores
outros apenas são dias
sem pressa, sem identidade
passam e somem na memória
há os que vale a pena guardar
outros são pura história
mas todos tecem a vida
feito o galo daquele poema
e em fila arrumados, os dias
alternam os seus humores
bom, ruim, leve, pesado
e nós, pequenos mortais
dançamos a sua valsa
e ouvimos a sinfonia:
eterno renascer do tempo".
diz o grande lobo ferido
"Não importa, será amanhã"
responde a menina fada
"Nem todo dia é igual
alguns são melhores
outros apenas são dias
sem pressa, sem identidade
passam e somem na memória
há os que vale a pena guardar
outros são pura história
mas todos tecem a vida
feito o galo daquele poema
e em fila arrumados, os dias
alternam os seus humores
bom, ruim, leve, pesado
e nós, pequenos mortais
dançamos a sua valsa
e ouvimos a sinfonia:
eterno renascer do tempo".
sábado, 30 de agosto de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Mário "adorado" Quintana

No dia da poesia, meus colegas de trabalho resolveram enviar poemas dos seus autores preferidos pelo nosso "messenger" institucional. Eu escolhi esse de Quintana, porque é assim que me sinto cada vez que publico meus versos de cara torta e pé quebrado:
Se eu fosse um padre
Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma
... a um belo poema - ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!
sábado, 23 de agosto de 2008
Provocação
Se foi todo o interesse
com você não brinco mais
perdeu a grande chance
vacilou, deixou passar
saiba, meu tempo é precioso
e não o desperdiço na espera
daquilo que não vale alcançar
com você não brinco mais
perdeu a grande chance
vacilou, deixou passar
saiba, meu tempo é precioso
e não o desperdiço na espera
daquilo que não vale alcançar
sábado, 16 de agosto de 2008
Susto
Você cresceu tão rápido!
o tempo passou depressa
já tem bigodes,
- É penugem!!
Não cheira mais como bebê
- Vem brincar mamãe!!
Ainda não, temos tempo
A infância está aqui
escondida sob o suor
e revelada no sorriso
de quem vê e ainda sente
a inocência no mundo.
o tempo passou depressa
já tem bigodes,
- É penugem!!
Não cheira mais como bebê
- Vem brincar mamãe!!
Ainda não, temos tempo
A infância está aqui
escondida sob o suor
e revelada no sorriso
de quem vê e ainda sente
a inocência no mundo.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Equilíbrio
"Porque o destino das almas, mais dia, menos dia, é evoluir..."
Ira, mau-humor, tormenta
vida sem luz, tempestade
alma pequena e cinzenta
tristeza, dor, vaidade
Mas como veio, se foi
o período dos furações
passou, se perdeu, dissipou
resta em mim a paisagem
dos dias sem chuva
na alma antes amarga
repousa em paz, serenidade
Ira, mau-humor, tormenta
vida sem luz, tempestade
alma pequena e cinzenta
tristeza, dor, vaidade
Mas como veio, se foi
o período dos furações
passou, se perdeu, dissipou
resta em mim a paisagem
dos dias sem chuva
na alma antes amarga
repousa em paz, serenidade
quinta-feira, 26 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Fora do padrão
Versos brancos, alexandrinos
sonetos, quadrinhas pobres
Sonata, forró pé de serra
romance, apenas sexo
Sorriso, mau-humor
choro de gozo...
...ou de tristeza
Salgado, é o mar ou o dia
doce, de limão ou de abóbora
Emo, punk, até hippie chique
santa, insana, sensata
Tudo se encaixa perfeito
para tudo sempre lugar falta
Se o todo é compacto
as partes são desiguais
No quebra-cabeça da vida
partes irmãs não encaixam
Nem melhor, nem pior
sem rótulo, fora do padrão
sonetos, quadrinhas pobres
Sonata, forró pé de serra
romance, apenas sexo
Sorriso, mau-humor
choro de gozo...
...ou de tristeza
Salgado, é o mar ou o dia
doce, de limão ou de abóbora
Emo, punk, até hippie chique
santa, insana, sensata
Tudo se encaixa perfeito
para tudo sempre lugar falta
Se o todo é compacto
as partes são desiguais
No quebra-cabeça da vida
partes irmãs não encaixam
Nem melhor, nem pior
sem rótulo, fora do padrão
domingo, 22 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
for my sister
Bem distante de mim fica você
longe do seu entender eu estou
mesmo quando vivemos tão perto.
Mas a distância geográfica agrava
a falta que me percebo sentindo
da sua diária ausente presença
longe do seu entender eu estou
mesmo quando vivemos tão perto.
Mas a distância geográfica agrava
a falta que me percebo sentindo
da sua diária ausente presença
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Dentro da concha

Procuro aquela solidão saudável
que nos permite parar e pensar
que possibilita buscar entender
Procuro tanto o silêncio
a calma da capela vazia
o momento que seja eu
e o mundo a descobrir
Desde criança percebi
que não me apetece
viver em companhia
Anseio impaciente
o silêncio profundo
estágio meio sagrado
de viver sozinha.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Museu da língua portuguesa
Lamento as palavras que tiveram de morrer
para que de suas cinzas nascesse um país
e das sílabas sussurradas pelo país
nascesse um povo que, infelizmente
já não se comove com as palavras.
para que de suas cinzas nascesse um país
e das sílabas sussurradas pelo país
nascesse um povo que, infelizmente
já não se comove com as palavras.
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segunda-feira, 16 de junho de 2008
11 graus celsios
Frio lá fora, 11 graus celsios
céu cinzento por detrás da cortina
eu, de mãos geladas, enfiadas nos bolsos
paisagem londrina em plena São Paulo
bato os dentes, sonolenta, hipotérmica
mas por dentro a alma quente
em repouso, em deleite.
céu cinzento por detrás da cortina
eu, de mãos geladas, enfiadas nos bolsos
paisagem londrina em plena São Paulo
bato os dentes, sonolenta, hipotérmica
mas por dentro a alma quente
em repouso, em deleite.
sábado, 7 de junho de 2008
Manifesto contra a acomodação
Eu choro pela omissão do mundo
choro pela incapacidade das pessoas em reagir
choro ainda mais, porque elas sequer percebem
que são devoradas dia a dia pela inércia.
Mas em meio às minhas tantas lágrimas
que não são em tempo algum de acomodação
prefiro me consumir no fogo do movimento
e tirar forças até mesmo do meu tormento
a desistir de viver estando ainda viva
a ficar parada, esperando o vazio
se tudo ao meu redor é pura ação.
choro pela incapacidade das pessoas em reagir
choro ainda mais, porque elas sequer percebem
que são devoradas dia a dia pela inércia.
Mas em meio às minhas tantas lágrimas
que não são em tempo algum de acomodação
prefiro me consumir no fogo do movimento
e tirar forças até mesmo do meu tormento
a desistir de viver estando ainda viva
a ficar parada, esperando o vazio
se tudo ao meu redor é pura ação.
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