A minha alma leve, solfeja
meus dedos ágeis, escrevem
minha boca ansiosa, calada
ouço o que minha mente diz
plena de palavras, in verso
plena de palavras, em verso
plena de palavras, amém!
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Equilíbrio
"Porque o destino das almas, mais dia, menos dia, é evoluir..."
Ira, mau-humor, tormenta
vida sem luz, tempestade
alma pequena e cinzenta
tristeza, dor, vaidade
Mas como veio, se foi
o período dos furações
passou, se perdeu, dissipou
resta em mim a paisagem
dos dias sem chuva
na alma antes amarga
repousa em paz, serenidade
Ira, mau-humor, tormenta
vida sem luz, tempestade
alma pequena e cinzenta
tristeza, dor, vaidade
Mas como veio, se foi
o período dos furações
passou, se perdeu, dissipou
resta em mim a paisagem
dos dias sem chuva
na alma antes amarga
repousa em paz, serenidade
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Um eco triste que escapou
Cada pesar vira um verso
cada verso, um lamento
da alma partida, alquebrada
linha de palavras, remendo.
cada verso, um lamento
da alma partida, alquebrada
linha de palavras, remendo.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Pensamentos por hoje - II
Querem que eu voe menos
do que posso deveras voar
Querem que eu veja menos
que minha longa visão alcança
Tentam e atentam, a todo custo
calar minha voz, que no vento viaja
Mas esquecem que por minha vontade
a semente plantada, dorme sob a terra
E mesmo que minhas asas caiam
minha vista se perca e cegue
e meu canto na garganta sufoque;
a semente no seio da terra
ao afago da primeira chuva
sempre há de germinar.
do que posso deveras voar
Querem que eu veja menos
que minha longa visão alcança
Tentam e atentam, a todo custo
calar minha voz, que no vento viaja
Mas esquecem que por minha vontade
a semente plantada, dorme sob a terra
E mesmo que minhas asas caiam
minha vista se perca e cegue
e meu canto na garganta sufoque;
a semente no seio da terra
ao afago da primeira chuva
sempre há de germinar.
Pensamentos por hoje - I
No mundo pequeno não cabe
o tanto que sou feliz
A minha felicidade sobra
nessa miudeza de mundo
mas me entristece perceber
que nesse franzino mundinho
de alma tão mesquinha
minha eterna felicidade
é tanta e tão grande
que ao minúsculo mundo faz doer.
o tanto que sou feliz
A minha felicidade sobra
nessa miudeza de mundo
mas me entristece perceber
que nesse franzino mundinho
de alma tão mesquinha
minha eterna felicidade
é tanta e tão grande
que ao minúsculo mundo faz doer.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Ciclotímica
O choro dessa moça
dói mais que a própria dor
provoca ressentimento
lembra o vil desamor
O riso dessa moça
contagia, enternece
convida a outros risos
consola quem entristece
O ódio que ela sente
é tão cruel e fatal
sem pena e de coturnos
é capaz de pisar e quebrar
o coração que mais ama
Mas seu amor é tão bom
que queima corpo e alma
Sem resistência se entrega
mais sincera não se encontra
Melhor que remédio de farmácia
cicatriza incuráveis feridas
envolve, eleva e acalma
Tão menina ela parece
tão velha quer se mostrar
as vezes é amarga e trava
mais doce que ela não há
Tão sensata e madura
a serena mulher adulta
que controla com carinho
e manda como quem pede
É a criança do zodíaco
teimosa e mandona
Ou a fênix que nunca morre
condenada a viver para sempre
e das cinzas sempre trilhar
seu caminho de lágrimas e luz
dói mais que a própria dor
provoca ressentimento
lembra o vil desamor
O riso dessa moça
contagia, enternece
convida a outros risos
consola quem entristece
O ódio que ela sente
é tão cruel e fatal
sem pena e de coturnos
é capaz de pisar e quebrar
o coração que mais ama
Mas seu amor é tão bom
que queima corpo e alma
Sem resistência se entrega
mais sincera não se encontra
Melhor que remédio de farmácia
cicatriza incuráveis feridas
envolve, eleva e acalma
Tão menina ela parece
tão velha quer se mostrar
as vezes é amarga e trava
mais doce que ela não há
Tão sensata e madura
a serena mulher adulta
que controla com carinho
e manda como quem pede
É a criança do zodíaco
teimosa e mandona
Ou a fênix que nunca morre
condenada a viver para sempre
e das cinzas sempre trilhar
seu caminho de lágrimas e luz
terça-feira, 18 de março de 2008
Lamento do pássaro triste
Cortaram-me as asas
sem forças para cantar: emudeci
levaram-me a alma
faltam-me versos
perdi as palavras
Morreu meu canto
perdido, sem rumo
componho notas mudas
sempre desafinado
sem letra, sem música, sem nada
Vago á toa
buscando rimas
anseio me reencontrar.
Andreia Santana
sem forças para cantar: emudeci
levaram-me a alma
faltam-me versos
perdi as palavras
Morreu meu canto
perdido, sem rumo
componho notas mudas
sempre desafinado
sem letra, sem música, sem nada
Vago á toa
buscando rimas
anseio me reencontrar.
Andreia Santana
terça-feira, 11 de março de 2008
Ciclo
Dor que me dói na alma
alma que me dói o mundo
mundo que me dói nos olhos
olhos que se negam ao mundo.
Cega-me a vida
com seu brilho intenso.
Amor que não chega ao mundo
mundo que se nega amar
amarga espera do tempo
tempo que me custa passar.
Cega-me a raiva
de um sentir intenso.
Dor que me dói por dentro
mundo visto da janela
tão pequeno, tão mesquinho
cabe em três letras: dor.
Andreia Santana
alma que me dói o mundo
mundo que me dói nos olhos
olhos que se negam ao mundo.
Cega-me a vida
com seu brilho intenso.
Amor que não chega ao mundo
mundo que se nega amar
amarga espera do tempo
tempo que me custa passar.
Cega-me a raiva
de um sentir intenso.
Dor que me dói por dentro
mundo visto da janela
tão pequeno, tão mesquinho
cabe em três letras: dor.
Andreia Santana
sábado, 1 de março de 2008
Pausa na história de Gabriel para poetar
Já chorei tudo o que havia para chorar!
Sempre há espaço para mais lágrimas.
A alma humana se alimenta de sal?
Não, a alma humana se alimenta de luz.
Então, deixe que a luz reflita no cristal!
Andreia Santana
Sempre há espaço para mais lágrimas.
A alma humana se alimenta de sal?
Não, a alma humana se alimenta de luz.
Então, deixe que a luz reflita no cristal!
Andreia Santana
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