terça-feira, 2 de setembro de 2008

Contos de Fadas para cair na real


Cinderela que parece a Barbie














Na versão dos Irmãos Grimm, Cinderela não tem fada-madrinha. O texto é assim contado:

Um dia, quando já está sofrendo com sua madrasta e suas irmãs, ela pede para o pai trazer um galho de árvore. Ela planta este galho de árvore no túmulo de sua mãe e o galho se transforma numa árvore. Cinderela vai todos os dias rezar no túmulo da mãe e aparece um pássaro branco que atende seus pedidos. Quando aparece a oportunidade do baile, Cinderela diz para as irmãs que quer ir... e as irmãs, de maldade, despejaram uma bacia de lentilhas no meio das cinzas do borralho (algo assim como uma lareira) e disseram que ela tinha que juntar todos os grãos. Ela pede ajuda para as pombinhas e aves do céu, que ajudam a Cinderela. Quando a madrasta e as irmãs saem para ir ao baile, a Cinderela vai até o túmulo da mãe, sacode a árvore e lá o pássaro branco joga um vestido lindo e um par de sapatinhos. Ela vai ao baile três vezes, faz o maior sucesso, mas sempre foge para o príncipe não descobrir onde ela mora. Mas na terceira noite, o príncipe joga piche (um tipo de cola) na escada e ela perde um sapatinho, que fica grudado no piche. Quando o príncipe foi procurar a moça cujo pé coubesse no sapatinho, a primeira irmã da Cinderela corta o dedão para caber no sapatinho... mas logo começa a cair sangue do sapato e ela é desmascarada. A segunda corta um pedaço do calcanhar, mas o sapato também começa a sangrar... e o príncipe devolve a moça. Finalmente, se descobre que é a Cinderela a dona do sapatinho. O final da versão de Cinderela dos Irmãos Grimm também é violento. No casamento da Cinderela, as pombas que a ajudaram furam os olhos das irmãs que ficam cegas! Geralmente, não se conhece esta versão, porque por muito tempo se julgou que continha elementos muito violentos e agressivos para serem contados às crianças.

A narrativa que se tornou oficial foi aquela popularizada pela Disney. Recebi esse texto de uma pessoa especial uma vez, daquele tipo de pessoa que enxerga mais que as outras pessoas.

Um comentário:

Wanessa Guimarães disse...

Não conhecia essa versão. Confesso que achei bem melhor... sem o encantamento mágico e exagerado das fábulas românticas ... Gostei mais dessa!!!